O investidor individual na bovespa sofre quando o mercado reverte uma tendência de alta e inicia uma correção. A carteira perde a rentabilidade e a grande maioria acaba realizando alguma posição, deixando parte do lucro no mercado ou, até mesmo, incorrendo em prejuízo.
Com a criação dos contratos de mini índice futuro de ibovespa, o investidor pode agora proteger sua carteira e, reduzir as perdas com as correções do mercado.
O mini contrato futuro de ibovespa negociado através do sistema Web Trading, tem o tamanho equivalente a 20% do contrato padrão de índice bovespa, constituindo assim uma excelente alternativa de hedge[1] para o investidor individual. Para operar mini contratos, é necessário um cadastro numa corretora associada a BMF e, utilizar o Web Trading, que é a ferramenta necessária para envio de ordens.
O tamanho do mini de ibovespa é de R$0,20 vezes os pontos de índice Bovespa futuro. O vencimento é sempre em meses pares, conforme autorização da própria BMF e, o investidor deve ter atenção com a proximidade dos mesmos. São negociados mini contratos de Boi Gordo, Café, Dólar e Ibovespa, sendo que o último é o único com boa liquidez e possível de se montar um hedge para uma carteira de ações.
Para se fazer um hedge ou proteção da carteira, o investidor deverá montar uma posição financeira em mini contratos do ibovespa, equivalente a sua posição acionária no mercado a vista. Uma forma de cálculo é pegar o valor financeiro da posição acionária e dividir pelo valor do índice multiplicado por R$0,20 que é o valor do mini.
Número de minis = Capital em R$ (valor carteira) / Índice bovespa * R$0,20
O investidor com posição comprada no mercado a vista, ao acreditar numa correção do mercado, ele vende pontos de mini índice futuro, baseado no tamanho da sua posição acionária.
Com essa operação ele continua perdendo valor da sua carteira, com a queda no preço das ações, mas a posição vendida em pontos de índice futuro do ibovespa, reduz as perdas, pois ele terá lucro na operação com a queda no valor do índice futuro. Mas nem tudo são flores nesse mercado. O mini é um derivativo[2] e, como tal, o investidor está sujeito as variações inerentes desse tipo de mercado.
A volatilidade é muito maior do que no mercado a vista e, a venda de um número maior de contratos leva o investidor a operar alavancado e, acaba aumento mais seu risco. Falsos movimentos do mercado podem induzir o investidor ao erro. Antes de iniciar operações nesse mercado, o investidor deve procurar o máximo de informações que encontrar. Seja junto a sua corretor, ou no próprio site da BMF.
É importante ressaltar que as operações com futuro são regulamentadas e fiscalizadas pela CVM e pela própria bolsa como entidade auto-reguladora e, contam também com um sistema de gerenciamento de risco, administrado pela Clearing de Derivativos BM&F, que garante a liquidação das operações e atua como contraparte da negociação.
Gustavo Lobo - Administrador pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal de Juiz de Fora, Pós graduado em Estatística pelo Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Juiz de Fora. Atuante no mercado financeiro desde 1999. É colaborador e colunista do site econômico Infomoney e ministra cursos e palestras na Escola de Finanças OPA - www.opacursos.com.br
fonte: AE Investimentos
[1] É um instrumento que visa proteger operações financeiras do risco de grandes variações de preço em um determinado ativo.
[2] Ativos financeiros que derivam, como o próprio nome já diz, de um outro ativo.



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Olá
Que curso (a distancia) vc recomenda para que eu possa aprender as estratégias das operações com mini contratos?
Sds
Tereza