Pelas exigências e necessidades do próprio negócio, o micro/pequeno/médio empresário tem de “enfiar a mão na massa”. Porém, deve ter o máximo cuidado para não “enfiar” também a “cabeça”. É importantíssimo para a vida da empresa que o empresário harmonize, no dia-a-dia, com a máxima energia e competência o uso das “mãos” e da “cabeça”. Antes de ser trabalhada a empresa exige ser pensada.
O empresário tem de acreditar que é o único responsável pelo sucesso, ou insucesso, de sua empresa. Tudo começa a partir dele.
O micro/pequeno/médio empresário, pelas características físicas, operacionais e financeiras de seu negócio, e também em razão de um ambiente econômico cada dia mais seletivo, disputado e competitivo, precisa estar sempre muito bem preparado e atualizado para poder atender aos desafios do mercado e estar sempre pronto a redirecionar a sua empresa para objetivos e resultados que lhe assegure, no mínimo, as posições já conquistadas.
Enquanto um empresário de uma empresa de grande porte tem uma legião de executivos, assessores e consultores para ajudá-lo na tomada de decisões, no planejamento estratégico e em tudo o mais que diga respeito aos seus negócios, o micro/pequeno/médio empresário enfrenta o mercado de “peito aberto” e praticamente “toca” seus negócios sozinho. Em razão disso o micro/pequeno/médio empresário tem o dever, para atender as imposições do mercado e as exigências e necessidades de sua empresa, de buscar constantemente sua atualização e aprimoramento gerencial.
O mundo moderno exige que todos nós, e especialmente os empresários, e mais ainda os micro/pequenos/médios empresários, sejamos aprendizes permanentes. Vivemos, todos nós, na era onde o conhecimento se sobrepõe à formação escolar. É preciso estar com a mente sempre aberta para o novo, para a mudança. É preciso ser um inconformado permanente. É preciso ser um questionador permanente. É preciso ser um curioso permanente
Um empreendimento, especialmente o micro/pequeno/médio, depende fortemente das atitudes/ações objetivas de seu empreendedor em relação ao “caminhar” de sua empresa. Aqui um decálogo com as principais atitudes exigidas pela empresa ao seu empreendedor:
- pensar a empresa sempre antes, trabalhar depois;
- encostar” constantemente a empresa “contra a parede”, criticando-a com isenção, saindo da frente dela;
- ser um observador atento e crítico de todos os fatores que fazem parte do seu negócio;
- saber muito bem a composição de seus custos e de seus resultados;
- acreditar que de “grão em grão a galinha enche o papo” e ser duro contra o desperdício;
- ter instrumentos confiáveis, simples e objetivos de acompanhamento, controle e aferição dos negócios;
- ter uma estatística, no mínimo mensal, do comportamento dos negócios;
- acreditar, e passar essa crença, que tudo pode ser sempre melhorado. Nada sobre a face da terra está definitivamente pronto;
- ter todos os empregados envolvidos e comprometidos com o destino da empresa;
- estar constantemente atento às imposições do mercado e às exigências dos clientes.
O fator principal para o sucesso de uma empresa é a obrigação do empresário fazer sempre o que sua empresa exige e não aquilo que ele gostaria de fazer ou acha que deva ser feito. E para que isto aconteça é fundamental estar sempre atento às imposições do mercado ( clientes/concorrentes/novidades/custos/etc).
Em relação a expansão/crescimento da empresa isso deve ser observado com mais rigor ainda. Quem determina a expansão/crescimento do negócio é o mercado. Aqui existem dois aspectos que têm de estar sob constante atenção: 1º. O empresário não deve nunca fazer seu empreendimento crescer por sua própria vontade; 2º. O Empresário deve fazer crescer sua empresa sempre que o mercado impor, senão alguém vai crescer em seu lugar, e aí a tendência é a perda de mercado. E mais, a transição de uma dimensão de negócio menor para uma dimensão de negócio maior tem de ser avaliada e acompanhada com muito cuidado e competência. A perda do controle através do “olho do dono” provoca, constantemente, situações de muitos descontroles por todo o negócio.
por Maurício Cardoso - Administrador de Empresas e consultor em gestão empresarial e recursos humanos (Fonte: Sebrae/RJ)



english
french
italian
spanish