Queridos Parceiros,
Atualmente trabalho na área comercial de uma empresa que presta serviço para uma grande financeira, a qual faz parte de um banco reconhecido mundialmente, e que concentra-se no resultado. Qual empresa não tem tal perfil?
O que me chama mais a atenção é a miopia que algumas dessas empresas sofrem o que é uma pena. O “resultado” é produção e não produtividade.
Quem trabalha com vendas, com prospecção e abertura de grandes contas, sabe bem que negociação de grandes contas, às vezes, arrasta-se por anos.
Quando “entra” uma destas contas é uma felicidade! É a hora da colheita!!
Mas, os grandes diretores e presidentes não acham que esse trabalho de regar diariamente seja válido. O que importa é a colheita.
Alguém aqui sabe como fazer para colher antes de plantar? Por favor, se alguém souber me conte esse segredo dos Deuses!
Tenho uma equipe pequena para comandar. São quase 10 pessoas. A meta individual que dei foi de R$ 300 mil por mês. Fiz campanha, prospecção, venda ativa (que normalmente não fazemos) e meu resultado neste mês foi de 20% desta meta.
Ok, comparado ao mesmo período do ano passado, antes da crise que nosso Presidente chamou de marolinha, o resultado não foi tão ruim, é uma época de queda realmente para o meu segmento.
Meu gerente-geral me chamou para conversar, trocar uma ideia e deu um “toque” de que ele quer produção. Achei um tanto engraçado, porque o trabalho está sendo feito, mas começamos a plantar há dois meses apenas. Como posso colher? A não ser que ele queira um fruto verde, que jamais irá amadurecer e depois de arrancado “mataremos” a planta.
Metáforas à parte, eu poderia ter tido um resultado melhor se eu tivesse sido irresponsável e inconsequente de ter pensado apenas no mês vigente. Uma boa venda cria confiança, respeito e novas vendas. Uma venda mal feita cria um sentimento hostil por parte do cliente, nenhuma nova venda será feita e ainda teremos uma propaganda negativa a pelo menos 20 pessoas, as quais passarão para mais 20 e cujo resultado piorará ainda mais no futuro.
Minha melhor gerente trabalhava até tarde, com seriedade, de forma correta e detentora de um caráter excelente, foi dispensada no início deste mês.
Foi como um tiro! Um aviso de que em breve, provavelmente, eu seria uma forte concorrente a ser a próxima, porque trabalho exatamente como ela.
A justificativa para a dispensa foi: “Querida, você é ótima!! Trabalha com um fôlego singular, tem uma carteira repleta de clientes em potencial, mas... (sempre tem um mas) a sua produção não condiz com sua produtividade e, aqui, o que nos interessa é a produção. Os números são o índice de produtividade e nos dois últimos meses você não atendeu às nossas expectativas.
Por favor, deixe o carro, celular e todas as suas contas que estão prospectadas, para darmos andamento.”
Imaginem, para mim, a interpretação desta fala foi: “Olha, você fez o que todos devem fazer, mas não fazem. Eles me dão novas contas a qualquer custo e para a gente isso que interessa. Como tive que escolher um gerente para sair, infelizmente você foi a escolhida e a justificativa foi sua baixa produção, não produtividade. Por isso, deixe o carro, celular e outros materiais de trabalho, assim como essa sua carteira que vale ouro, porque quando começar a entrar essas novas contas, o gerente que assumir sua carteira será considerado um excelente gerente, porque estará produzindo como nenhum outro.”
Pode parecer uma defesa a uma amiga, mas não é! É apenas um questionamento interno se o que vale mais é o agora.
Fica então uma reflexão para quem trabalha com metas, não só com vendas (todos temos metas a cumprir...). O que é mais importante Produção ($ hoje) ou Produtividade ($ amanhã, depois de amanhã, daqui a um ano, a dez anos...)?
Temos que ter bom senso e paciência para: traçar metas alcançáveis, atingir certos objetivos e também ótimos argumentos para convencer os grandes executivos a dar tempo ao nosso trabalho e ao de nossa equipe.
Aproveito para desejar a todos um Ano Novo de muita paz, saúde, felicidade e suce$$o!
Forte abraço e até a próxima!




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